24/05/2026
🇵🇹 O que acontece quando deixamos o dogma de lado? Nascem vinhos incríveis e impossíveis de catalogar, como estes dois que temos no theLAB Porto. Enquanto certas regiões (olhamos para ti, França) vivem obcecadas com regras rígidas, por cá há espaço para a magia—seja por intenção ou por pura sorte!
No vídeo falo primeiro do Atão, vás tinto?, da Gerações da Talha. Um sonho do produtor João para resgatar uma técnica ancestral alentejana: passar uvas brancas (Antão Vaz) pelas massas de um tinto em talhas de barro. Tem a frescura de um branco e a estrutura de um tinto leve.
Depois temos o Underdog #5 Palhete, do Hugo Mendes. Um acidente maravilhoso! Uvas brancas de Arinto que iam para um skin-contact passaram sem querer por tubagens que tinham processado Alicante Bouschet. O "azar" deu lugar a um palhete rosado com 9,5% de álcool, super fresco e seco.
Dois caminhos diferentes, vinhos livres e fora da caixa. Já os provaste?
Garrafas aqui:
Atão: https://thelabporto.com/products/geracoes-da-talha-2023-atao-vaz-tinto-palhete
Underdog: https://thelabporto.com/products/hugo-mendes-underdog-5-curtise-palhete
🇬🇧 What happens when winemakers ditch dogma? We get unclassifiable, deeply exciting wines like these two bottles at theLAB Porto. While traditional regions (looking at you, France) focus on rigid rules, Portugal proves magic happens when you break the mold, by design or luck!
In the video, I talk first into Atão, vás tinto? by Gerações da Talha. Born from a dream, Teresa revived an Alentejo tradition by passing white Antão Vaz wine through red grape must inside clay talhas. It has the freshness of a white with the subtle grip of a light red.
Then the complete opposite: a happy accident! Hugo Mendes' Underdog #5 Palhete happened when white Arinto grapes took a detour through piping that had just processed red Alicante Bouschet skins. That cellar chaos resulted in a fresh 9.5% ABV pink palhete.
Two different paths, same result: low-intervention wines that refuse to fit into a box.