A Firma ASL-Tomé, Sociedade Vinícola, Lda. é uma das empresas mais antigas de Pinhal Novo, a mais antiga em funcionamento contínuo. A propriedade onde se encontra situada a sede da A.S.L.-Tomé, Sociedade Vinícola, Lda., foi pertença dos antepassados dos actuais proprietários e vem sendo herdada sucessivamente há, pelo menos, cinco gerações da mesma família. Contudo, foi dividida a metade há cerca
de 60 anos, por ocasião de partilhas feitas na altura. Na outra metade situa-se agora um conhecido hipermercado.
É composta por uma parte agrícola (vinha e outras plantações, nomeadamente três pomares e uma horta) e por uma parte composta por escritórios, adegas, lagares e cubas de vinificação, etc. A firma possui ainda mais sete propriedades situadas no concelho de Palmela, estas destinadas exclusivamente à cultura de vinhas, no total de aproximadamente 40 ha. A propriedade em Pinhal Novo onde está instalada a sede ocupa, na totalidade, cerca de 5,5 hectares, sendo o espaço ocupado pela vinha de cerca de 4,5 hectares. A adega actual foi construída em 1947, substituindo uma outra que já existia no local desde finais do século XIX, entretanto remodelada para enoturismo. foi constituída em 1992, embora esta constituição tenha sido apenas uma mudança de nome e uma actualização do capital social e das partes integrantes da sociedade, da qual passaram a fazer parte a última geração da família. A designação anterior era Américo de Sousa Lopes & Herdeiros e começou a funcionar em 1953, produzindo vinho e fazendo a sua distribuição, principalmente na região da Grande Lisboa, distrito de Setúbal , Alentejo e Algarve. Na altura imperava a venda a barril, além da venda directa a quem se deslocasse à adega. Havia ainda criação de gado, o que deixou de acontecer na década de 1980. Hoje, a venda traduz-se principalmente em vinho engarrafado, embora ainda subsista a venda de vinho em barril a algumas tabernas do distrito de Setúbal. Finalmente, em 2002, a firma aposta mais fortemente na produção de vinhos de qualidade, introduzindo no mercado já em 2002, além do vinho de mesa branco e tinto “ Alto da Cascalheira “, o Vinho Regional Península de Setúbal Tinto “Cascalheira“, um monocasta Castelão, estando prevista a entrada de novas marcas no mercado nos próximos anos, de vinhos feitos a partir de outras castas além do Castelão, nomeadamente Syrah, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, além de Moscatel. Em 2008 saíu a primeira versão do "Cascalheira 3 Castas", um vinho mais complexo e destinado a ser guardado por mais alguns anos. Com a plantação de vinhas novas em 2021, o leque de castas alarga-se ao Aragonez, à Touriga Franca e ao Alicante Bouschet, dando origem a 3 novas marcas de vinho, que se deverão estrear em 2023/24.