22/02/2026
Jogo entre Red Bull Bragantino e São Paulo Futebol Clube terminou… e aparentemente o maior impedimento da noite não foi técnico. Foi mental.
“Gente, terminou o jogo, microfone na cara do jogador, aquele roteiro clássico:
‘Ah, porque a arbitragem…’
Até aí, Brasil sendo Brasil.
Mas aí ele resolve inovar na desculpa e solta:
‘Mulher não deveria apitar jogo importante.’
Moço… importante era você ter acertado o gol sem goleiro.
Eu amo essa energia de:
Perdeu? Culpa da mulher.
Errou pênalti? Culpa da mulher.
Choveu? Provavelmente culpa da mulher também.
Engraçado que quando ganha ninguém fala:
‘Olha, ganhamos apesar da árbitra ser mulher.’
Aí vira mérito coletivo, trabalho em equipe, superação…
Agora quando perde… vira tese de TCC sobre cromossomo X.
E eu fico pensando: se mulher não pode apitar jogo importante, será que ele também acha que mulher não pode administrar estádio, comandar federação, narrar partida?
Ou o problema é só quando ela apita falta que ele cometeu?
Porque assim… se a competência dependesse de gênero, a gente já tinha interditado metade das peladas de domingo.
No fim, faltou futebol… mas sobrou palestra não solicitada.
E o pior? Ele reclamou da arbitragem… e acabou marcando contra no próprio discurso.
Deu match com o microfone.
Deu ruim com a internet.”