23/03/2026
Ele não nasceu da pressa.
Cresceu no silêncio da manhã, entre pedra fria e mãos que madrugam.
A raiz encontra o caminho. O inverno ensina, o verão devolve.
Na cave, a madeira respira e as safras se reconhecem.
Ao amanhecer, mãos escolhem com calma. Gestos discretos, de um ofício que fala baixo.
O vinho desperta memórias simples: um riso guardado, uma canção ao longe.
Permanece.
Afina o instante, abraça a pausa, dá nome ao que sentimos.
Família Ulian